Ivan e Júlio
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Lenço Branco

Ivan e Júlio


Vivo lembrando muitas passagens
e não consigo esquecer jamais
Levando gado em muitas viagens
do Mato Grosso rumo a Goiás
Coisas que ficam assim gravadas
e que parecem não se perder
Velhas lembranças que eu sei assim
que nunca podem sair de mim!

Som de berrante a chamar o gado
para a manada se ajuntar
Tropa formada fazia fila quando era hora de aparelhar
A chuva forte cair de inverno que muitas vezes pude sentir
Muita poeira e o sol ardente
naqueles meses de dias quentes!

Ponto de pouso que tantas vezes a comitiva parou por lá
A minha rede armada ficava nos
mesmos galhos dos jatobás
A brasa ardente brilhar na noite
depois que o fogo se apagou
Grilos cantando nos meus ouvidos
cair no sono entre mugidos

Também recordo nossas partidas
e a triste hora de despedir
Quando a boiada já despontando
pegava a estrada para seguir
Um lenço branco que me acenava
e aquele adeus eu pude ouvir
Um amor que sempre soube esperar
e nem o tempo pôde apagar!
Compositores: Ivanildo Francisco de Souza (Ivan Souza) (ABRAMUS), Julio Cesar Borges Garcia (J. Cesar) (ABRAMUS)ECAD verificado obra #16774555 em 22/Jun/2024 com dados da UBEM

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